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	<title>Arquivos solução de litígios - IBDPAC | Instituto Brasileiro de Direito do Paciente</title>
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	<title>Arquivos solução de litígios - IBDPAC | Instituto Brasileiro de Direito do Paciente</title>
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		<title>Mediação clínica: solucionando os litígios nos cuidados em saúde</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Mariana Menegaz]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 23 Feb 2021 17:23:40 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Blog]]></category>
		<category><![CDATA[litígios nos cuidados em saúde]]></category>
		<category><![CDATA[mediação clínica]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Ao vivenciar um conflito no âmbito dos cuidados em saúde que envolva pacientes, familiares e profissionais da saúde, vários são os mecanismos para solucionar esses litígios, entre eles, os mecanismos heterocompositivos, como a artbitragem e o processo judicial, e os mecanismos autocompositivos, como a mediação.  </p>
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<p>                  Ao vivenciar um conflito no âmbito dos cuidados em saúde que envolva pacientes, familiares e profissionais da saúde, vários são os mecanismos para solucionar esses litígios<sup>[1][2]</sup>, entre eles, os mecanismos heterocompositivos, como a artbitragem e o processo judicial, e os mecanismos autocompositivos, como a mediação.</p>



<p>                   A característica principal dos mecanismos heterocompositivos é a presença de um terceiro com poder decisório (árbitro, tribunal arbitral ou juiz). Desse modo, delega-se para esse terceiro a responsabilidade em dirimir a controvérsia e as vontades das partes envolvidas no conflito são substituídas pela imposição de uma decisão para resolver o litígio. Ocorre que, na heterocomposição, não são considerados os sentimentos, valores e interesses dos envolvidos, assim, questões imprescindíveis para os conflitos nos cuidados em saúde não são apreciadas para a decisão do caso<sup>[3]</sup>. Ademais, a existência de grande litigância nesse âmbito resulta em “um dos principais obstáculos para a melhora da confiança nos provedores de saúde e de segurança do paciente”<sup>[4]</sup>.</p>



<p>                  Em contraposição, a característica principal da autocomposição, também denominada de mecanismos adequados ou alternativos de resolução de conflitos (<em>Alternative Dispute Resolution – ADR</em><sup>[5]</sup>), é o empoderamento das partes conflitantes, através da retomada do diálogo, da autonomia da vontade das partes, da não judicialização e da tomada de decisão pelos envolvidos no litígio. Verifica-se, portanto, que a mediação é o mecanismo adequado para solucionar os conflitos no âmbito dos cuidados em saúde.Na mediação clínica, há a presença de terceiro imparcial que atua como facilitador para auxiliar as partes, através da aplicação de técnicas e da observância de princípios<sup>[6]</sup>, a retomar o diálogo e efetivar o direito à autodeterminação do paciente.                    </p>



<p>                  No tocante ao âmbito clínico, a mediação é utilizada com maior frequência nos casos em que o paciente está inconsciente ou não consegue tomar decisões e cabe à sua família decidir por ele, porém, os familiares discordam da equipe médica sobre os tratamentos a serem seguidos<sup>[7]</sup>. Desse modo, a mediação clínica contribui para que o paciente desempenhe seu papel de protagonista em seu cuidado e na resolução dos conflitos existentes. </p>



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<p><sup>[1]</sup> CARMONA, Carlos Alberto. <em>Arbitragem e processo</em>: comentário à Lei nº 9.307/96. 3. ed. São Paulo: Malheiros, 2009. p. 31. <br><sup>[2]</sup> CARREIRO, Natalia Maria Soares. <em>Mediação bioética</em> : busca de soluções compartilhadas para resolução de conflitos bioéticos. 2011. 129 f.. Dissertação (Mestrado em Bioética)—Universidade de Brasília, Brasília, 2011. Disponível em: http://repositorio.unb.br/handle/10482/10220. Acesso em: 31 jan. 2021. p. 27. <br><sup>[3]</sup> CARREIRO, Natalia Maria Soares. <em>Mediação bioética</em> : busca de soluções compartilhadas para resolução de conflitos bioéticos. 2011. 129 f.. Dissertação (Mestrado em Bioética)—Universidade de Brasília, Brasília, 2011. Disponível em: http://repositorio.unb.br/handle/10482/10220. Acesso em: 31 jan. 2021. p. 27. <br><sup>[4]</sup> Albuquerque A. <em>Manual de Direito do Paciente</em>. Belo Horizonte: CEI; 2020. p. 188. <sup>[5]</sup> SOHN, David H; BAL, B. Sonny. Medical Malpractice Reform: The Role of Alternative Dispute Resolution. <em>Clin Orthop Relat Res</em>. 2012 May; 470(5): 1370–1378. Disponível em: https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pmc/articles/PMC3314770/. Acesso em: 30 jan. 2021. <br><sup>[6]</sup> BERGMAN, Edward J.; FIESTER, Autumn. Mediation and Health Care. 171-180. In: RAVITSKY, Vardit; FIESTER, Autumn; CPLAN, Arthur. <em>The Penn Center guide to bioethics</em>. Pennsylvania: Springer Publishing Company. <br><sup>[7]</sup> AKAH, Hailey. <em>Expanding the scope of bioethics mediation</em>: new opportunities to protect the autonomy of terminally ill patients. Ohio State Journal on Dispute Resolution. Vol. 31:1, 2016. p.90. Disponível em: https://core.ac.uk/download/pdf/161946911.pdf. Acesso em: 04 fev. 2021. </p>
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